terça-feira, 6 de abril de 2010

Lady Gaga: Qual é a dessa mulher?

Olá pessoal, hoje vamos falar do fenômeno Lady Gaga. Segundo a incrível Wikipédia, "Lady Gaga (nome artístico de Stefani Joanne Angelina Germanotta, Nova Iorque, 28 de março de 1986) é uma cantora de dance-pop e eletrônica dos Estados Unidos, vencedora de dois Grammy Awards. Depois de ter sido contratada e logo despedida da Def Jam Records aos 19 anos de idade, começou a se apresentar no cenário musical de rock no sudeste da cidade de Nova Iorque. Durante este período, trabalhava para a gravadora Interscope Records como compositora para artistas conhecidos, incluindo Akon, que, depois de ouvir Gaga cantar, convenceu o presidente da Interscope Jimmy Iovine a contratá-la para um acordo musical entre a gravadora e a de Akon Kon Live. Seu álbum de estreia "The Fame" foi lançado em agosto de 2008 contando com um grande êxito comercial e crítico. Em adição por receber várias críticas positivas, o álbum chegou ao primeiro lugar de vendas em quatro países, além de nos Estados Unidos pela parada da Billboard "Top Electronic Albums". Os dois primeiros singles do álbum, "Just Dance" e "Poker Face", se tornaram grandes sucessos internacionais, sendo que o primeiro foi indicado na categoria "Melhor Canção Dançante" no 51º Grammy Awards. Em 2009, depois de abrir turnês de grupos como New Kids on the Block e Pussycat Dolls, embarcou na sua própria, a The Fame Ball Tour. Ainda, conseguiu vender mais de 20 milhões de singles digitais e 8 milhões de álbuns mundialmente, o que fez dela um dos artistas que mais vendeu em 2009.[2] Lady Gaga passou a ser reconhecida mundialmente pelo sucesso dos seus singles "Just Dance", "Poker Face" e "Bad Romance".

Musicalmente, Gaga é inspirada por cantores e grupos de glam rock como David Bowie e Queen, e por cantores de pop dos anos 80 como Cher, Cyndi Lauper, Madonna e Michael Jackson. Ela também é inspirada por moda, o que ela diz ser essencial para suas composições e apresentações, e apoia a comunidade gay ao creditá-los por seu sucesso inicial."

Confesso que sou relutante em aceitar a chamada "música eletrônica" como música. Claro que a tendência natural da música sempre foi e sempre será de se fundir com elementos culturais, tecnológicos, ideológicos, etc., relativos ao momento histórico em que se insere. Nesse sentido, acho bastante válida a idéia de se usar de meios não-físicos de se fazer música (leia-se uso de instrumentos musicais tradicionais como baixo, guitarra, e bateria, principalmente), desde que feito com bom gosto e com um mínimo de propósito que não seja o de apenas chacoalhar a cabeça dos ouvintes. De qualquer forma, tive que dar uma "olhada" no som dessa tal de Lady Gaga; afinal, não se vê ou se fala de outra coisa que não seja sobre essa maluca-bizarra-psicopata-ou sei lá o que.

A minina levou tudo que foi prêmio em 2009, incluindo grammys, além de ter chocado muita gente com seu visu "moderno" e seus clipes derrubadores de queixo que, se não fizeram a crítica aclamá-la quanto a sua criatividade ou qualidade propriamente dita, ao menos botaram um quê de curiosidade na cabeça das pessoas.

Lady Gaga surgiu num contexto onde a música em si não é o ponto mais importante na jogada. Assim sendo, fica claro que sua estratégia foi a de não compromenter musicalmente, ao mesmo tempo em que precisava achar alguma saída para convencer o mercado e a mídia sobre seu trabalho. Assim, baseou suas melodias em suas influências, tomando como alicerce divas e ícones pop como Madona, Fraddie Mercury, David Bowie, Michael Jackson, etc. Como só isso não seria suficiente, tratou de achar algo que seria sua chave para o sucesso, e pra isso, nada melhor do que embarcar na onda eletrônica/dance que move o mainstream desde o fim dos anos 90.

Deixando o preconceito de lado e analizando friamente, tenho de reconhecer qualidades na garota. Assisti a um video dela no youtube onde ela toca "Poker Face" e Paparazzy" sozinha ao teclado, ao vivo, numa rádio. Numa época onde artistas são forjados à base de muito play back, zilhões de músicos de apoio e efeitos mascarantes dos mais diversos tipos, é de se elogiar que a garota faça uma apresentação pública assim sozinha, de uma música feita por ela mesma, com a qualidade e naturalidade com que ela tocou e cantou, uma segurança admirável. Ponto pra ela, pois como diz o pançudo do Domingão à tarde, "quem sabe faz ao vivo".

Reconhecidos os seus (talvez não muitos) dotes musicais, vamos ao que realmente interessa sobre ela: o outro lado (e maior responsável) do sucesso de Lady Gaga.
Para uns, não passa de fake. Para outros, é a mais pura elegância e requinte - chiqueza mesmo. Lady Gaga é uma árvore de natal ambulante. Cria seu próprio figurino e o defende com unhas e dentes, aparecendo até mesmo no dia a dia toda enfeitada entre os recortes daquilo que chama de moda.
Mas o que mais chama atenção nela são seus clipes, ao meu ver.
Com eles ela ganhou inúmeros prêmios ano passado, e vem a cada clipe surpreendendo, chocando ou fazendo rir muita gente.
Particularmente, flerto com as duas correntes de pensamento que estão dominando as discussões sobre as bizarrices da loira.
Pra mim, há realmente forçação de barra ao tentar impor às pessoas a impressão de que ela tenha uma incrível criatividade aguçada, um Pablo Picasso misturado com Chopin, numa tentativa insana de mostrar que não faz parte dessa geração de patricinhas gostosas e dançantes que domina a cena pop atual.
Ao mesmo tempo, justamente por ser ela um exemplar desse time de artistas atuais é que vejo que ela tenta fugir, de certa forma, desse mais do mesmo do povinho como Beyonce, Shakira, Britney, etc. Ao contrário das "colegas", Lady Gaga surpreende em suas letras e vídeos, abordando de maneira crítica temas já batidos como romances e a busca por dinheiro, além do sempre polêmico assunto do homossexualismo.

Me agradou:
- Toca e canta suas músicas, sozinha ao piano/teclado, o que mostrou que ela é realmente uma artista;
- Foge da abordagem tradicional dos temas recorrentes das suas concorrentes do pop atual;
- Antes de ser cantora, já era compositora. Compõe suas próprias músicas;
- O padrão "fora do padrão" de seus clipes;
- A coragem de romper paradigmas e de dar sua cara à tapa sem medo;

Não me agradou:
- Força um pouco a barra, tentando passar uma imagem de rompedora de barreiras;
- Faz música eletrônica (não tem jeito, não consigo curtir... rsrsrs)
- Exageiro em bizarrices. Dava pra pegar mais leve.

* Clipe que recomendo: Bad Romance.

É isso, rapaziada, essa é a segunda coluna do blog, hoje não teremos postagem de nenhum disco pra download, mas quem quiser conferir o som da Gaga é só entrar no YouTube que o que mais tem lá é vídeo com os devaneios dessa moça que tá raoubando a cena literalmente das mãos das divas do pop. E Madona que se cuide!

Até a próxima coluna,

Abraço!

terça-feira, 30 de março de 2010

Falando de Música: Introdução - Jimi Hendrix plays Monterey Pop Festival

Meu nome é Rafael Moraes do Couto, o Rafa Moraes da banda Casa Vermelha, de Taguatinga, DF. Tenho 27 anos, sou formado em Direito por necessidade e, atualmente, me ocupo integralmente na busca por deixar de ser aspirante a mamador de tetas do governo, pra ser um autêntico servidor público no glamour da função, ou seja, aquele que faz o mínimo possível para receber o máximo possível.

O blog Ô, gente boa!? vai ser mais um que fala de música. Tá bom, não tem novidade nenhuma nisso. Mas quem quer novidade? As pessoas querem apenas satisfazerem suas vontades e necessidades, e mais nada. Quem quer novidade assiste as fofocas de programas da tarde da Record, Rede TV, etc!

Vamos falar sim de coisa interessante: música! Em todas suas expressões, estilos (claro que o reboleichion não vai ter muito espaço aqui), artistas, discos, instrumentos musicais, mercado fonográfico, cena de bandas famosas e amadoras, convencionais ou big bands, tradicionais ou undergrounds, evolução musical, influências de estilos, passado, presente e futuro, enfim, o que aparecer sobre música.

Quem é nesse mundo que não gosta de música? Música é uma das formas mais sublimes, por excelência, de expressão cultural. Nela pode-se abordar os mais variados temas, exorcizar fantasmas, contar histórias, imaginar o desconhecido. Se expressar.
Sou um ser extremamente dependente compulsivamente de música, ouço música o dia todo e também à noite, ao dormir, ao levantar, ao tomar banho, pra estudar, namorar, dirigir, de mau humor, feliz da vida, cansado, extressado, solitário, comemorando, festejando, até brigando. Do mesmo modo, sei que tem muita gente mesmo por aí que é assim também, so let´s go talk ´bout music, folks!

Nesse primeiro post, como não poderia ser diferente, vou compartilhar com voces meu fanatismo por um dos maiores gênios da história da guitarra, senão o maior; James Marshall Hendrix, o saudoso Jimi Hendrix. E para tanto, vou deixar aqui um disco que é considerado um marco na consolidação do extra terrestre como estrela mundialmente: A apresentação no Monterey Pop Festival, em 1967.

À época, Hendrix já conseguira certo status na Inglaterra, senão pela sua aguçada genialidade enquanto compositor, ao menos pelas "esquisitices" que fazia no palco e pelo jeito único e completamente alternativo com que tocava sua guitarra. Mas nos EUA, seu país de origem, ironicamente ainda era quase um desconhecido. Monterey veio pra quebrar tudo, o cara fez uma das maiores apresentações de rock já vista, tacou fogo na guitarra, tocou-a com os dentes, nas costas, mandou blues alucinantes, fez o diabo, e mudou os rumos da musica pra sempre, tornando-se referência a partir de então.





Espero que gostem. E não se esqueçam, vamos falar de música! Comentem o post aí, galera!
Abraço